Quando falamos de esquerda, geralmente vem à mente a imagem clássica do trabalhador lutando por melhores condições nas fábricas e por uma remuneração justa. Pensamos em pessoas comuns buscando seus direitos de viver uma vida plena, sem serem oprimidas pelas classes mais ricas. No entanto, ao olharmos para a esquerda hoje, o que vemos?

Encontramos filhos de famílias abastadas criados em condomínios, que falam das favelas sem nunca terem pisado em uma. Nunca experimentaram o duro trabalho diário, mas querem se apresentar como representantes dos trabalhadores enquanto desfrutam dos campi das universidades federais, gravando vídeos para o TikTok.

Se alguém discorda, a resposta imediata é "fascista!". Os tempos de lideranças como Brizola, que estavam lado a lado com os trabalhadores, parecem distantes. Agora, os "WebComunistas" afirmam falar em nome dos trabalhadores sem nunca terem trabalhado e defendem as favelas sem as conhecer verdadeiramente. Eles querem discutir política, mas têm uma visão distorcida da realidade.

Estão preocupados em disponibilizar cirurgias de mudança de sexo pelo SUS enquanto crianças perecem por doenças simples pela falta de saneamento básico. Esta esquerda está tão confortável em seus apartamentos, debatendo teorias de seus canais no YouTube ou professores universitários, que não enxergam as necessidades básicas que o cidadão comum enfrenta diariamente.

E depois se surpreendem e rotulam o povo como fascista por não apoiarem suas causas. Não que muitas dessas causas sejam inválidas, mas, por favor, como pode o pobre discutir identidade de gênero se falta comida na mesa?

É surreal o distanciamento da realidade que a nossa esquerda atual demonstra. Vemos esquerdistas celebrando a redução de 9 para 7 milhões de pessoas passando fome. Sim, você leu corretamente, estão comemorando que passaram de 9 para 7 milhões, quando deveriam estar indignados por ainda existirem 7 milhões de pessoas nessa situação. Mas é claro, esses indivíduos nunca passaram fome; afinal, sua realidade não é a nossa, e nesse delírio revolucionário, o povo que se dane.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Comunista pode ter iPhone? Pode mas não deveria!